Descrição do livro: Solidão - Conexão com eu.  Anthony Storr / Editora Benvirá

Solidão – Este livro demonstra como muitos dos gênios criativos da nossa civilização foram solitários, por temperamento ou por força das circunstâncias, e como a capacidade de ficar sozinho, mesmo para os que não são criativos, é indício de maturidade.   
   O Personagem Gibbon dizia que a maioria dos poetas, romancistas, compositores e até os pintores e escultores passavam a maior parte do tempo sozinhos. As várias escolas da psicanalise pressupõe que o homem é um ser social, que precisa de companhia e afeto e de outros seres. Porém, a vida dos indivíduos criativos com frequência parece contrariar essa suposição. Essa afirmação é verdadeira no que diz respeito a Descartes, Newton, Locke, Pascal, Spinoza, Leibniz, Schopenhauer, Kant, Nietzsche, Kierkegaard e Wittgenstein. Alguns desses gênios tiveram casos passageiros com outros homens ou mulheres; outros, como Newton, permaneceram solteiros.
    No entanto, nenhum deles se casou, e quase todos viveram sozinhos  durante a maior parte da vida. Gibbson não era um cara "normal" que não precisava estar sempre em contato intimo com as pessoas,  mas ele era bem sucedido e feliz. Ele se envolvia totalmente com seu trabalho e o deixava muito satisfeito. O livro mostra um outro aspecto de viver sozinho, sem que precise estar inteiramente focado no outro. Quando você está conectado completamente com você mesmo.

                                           (baixarebook)

   Gibbon era artista clássico cujo estilo personifica uma atitude ao mesmo tempo irônica e desapegada diante da insensatez e das extravagâncias do ser humano. Por esse motivo, românticos como Rousseau e Coleridge o detestavam. A qualidade humana de Gibbon não se manifestou na notável história que escreveu, mas o calor de seus sentimentos com relação aos amigos e a afeição que demonstravam sentir por ele revelam que o homem possuía coração humano. De acordo com a maioria dos padrões adotados no passado, Gibbon seria considerado equilibrado. 
   Foi somente depois que Freud introduziu a noção de que a realização heterossexual é a condição sine qua non da saúde mental que tornou possível questionar a natureza de Gibbon como algo mais do que apenas um ser humano comum feliz e bem-sucedido.  Não são apenas os gênios de ambos os sexos que podem encontrar seu valor fundamental no impessoal em vez de no pessoal. Eu diria que os interesses, seja escrever sobre história, criar pombos-correio, especular no mercado de ações, projetar aeronaves, tocar piano ou dedicar-se à jardinagem, desempenham parte mais importante na organização da felicidade humana do que reconhecem os modernos psicanalistas e seus seguidores. 

                                                                 (melina souza)
   

   Para essas pessoas a vida passou a ter um significado mais explorativo do seu trabalho, do que apenas se relacionar com as pessoas. Acredita-se através desse livro que o mais importante é encontrar um sentido dentro da alma de cada um. Não um padrão social que luta em dizer que o social é mais importante porque cada indivíduo é único. E isso garante uma simplicidade e uma coisa muito satisfatória de sair do patamar que tudo pode ser doença se não for igual. Mas na realidade é apenas um modo diferente de viver a vida e possivelmente plena e sincera. 




"O diálogo enriquece o entendimento, mas a solidão é a escola do gênio."



Beijos e até breve!! Espero que gostem de ter uma visão um pouco mais solitária que as vezes faz parte de como se encontrar. :)

6 Comentários

  1. Adorei a resenha, Helen, parabéns! Você soube transmitir a essência do livro de um modo direto e sem muitos rodeios, achei a conclusão bem interessante e bate com o que penso, cada indivíduo é único com os seus anseios, com o seu modo de ser e encarar a vida, rotular o que é o ideal é falho e muito limitado.
    Se conhecer interiormente, saber o que tem dentro de si, o que nos faz bem ou não, é extremamente pessoal e é baseado nisso que podemos conduzir de modo saudável o nosso comportamento visando a nossa felicidade e equilíbrio.
    Poder optar por ter ou não uma companhia, gostar de ficar sozinha(o) ou querer ter sempre alguém por perto é uma decisão que deve ser respeitada sempre, afinal, viver preocupada(o) com o julgamento dos outros só nos distancia da nossa paz interior, ninguém, por mais que nos ame, tem a capacidade ou obrigação de preencher nossos vazios.Se autoconhecer deve ser o nosso Norte. ��
    Desejo muito sucesso com o blog, tá lindo e bem caprichado!

    Beijinhos

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    1. Obrigada Zezinha, sempre postando palavras sensatas e amiga. :)
      Seja sempre muito bem vinda!
      Sinta-se a vontade. beijooos

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  2. Não conhecia o livro e senti que devo lê-lo. É um tema que mexe muito com as pessoas em geral. Há pessoas e pessoas, cada qual com um tipo de essência. Uns gostam de ficar sozinhos, outros gostam de ter companhia mas apenas para algumas horas e outros que não suportam ficar sozinhos hora nenhuma.Mas acredito que cada decisão tomada por cada pessoa deve ser respeitada e aceita por quem convive com ela.

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    1. Obrigada pelo comentário!! Esse livro ajuda a repensar sobre que a solidão também pode ser saudável. Seja sempre bem vinda! beijos!

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  3. OLá Helen, nossa que honra conhecer uma colega de profissão que realiza um trabalho tão bonito, parabéns viu, gostei muito do seu blog e da forma como vc escreve, sua percepção e interpretação são muito pertinentes, parabéns pelo trabalho e pela dedicação. Um abraço se cuida.

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    1. Que honra você por aqui! Muito obrigada por sua visita. Venha sempre que quiser :)
      Adorei as suas colações e obrigada pelo comentário inspirador! um grande abraço. Beijos e volte sempre! :)

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