"Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!) Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)  Até quando vai ser saco de pancada?" ( Reflexão: Gabriel Pensador). 

Quando eu vi o vídeo daquela adolescente sento violentada por muitos homens, fiquei em choque, saiba que não é fácil cuidar de uma pessoa que está nessa fase tão difícil com hormônios em mudanças e vi muitas pessoas dizendo que se ela era drogada, tudo ok, né ela ser machucada. Será? E quando acontece com mulheres nas suas próprias casas, com caras e homens violentos, quando acontece com adultos que abusam de crianças inocentes, com problemas mentais como aconteceu recentemente. 
 Será que está tudo bem? Não. A vítima não é culpada em nenhuma hipótese. Principalmente porque na adolescência ou infância o sistema emocional límbico não está completamente formado, o individuo não tem totalmente responsabilidade por si mesmo. Muito menos quando não teve expressão de amor que os são limites, educação e apoio. Não deveria estar lá no lugar que estava se fosse criada com outros valores. Sim, pode ser culpa da mãe, do sistema, da falta de oportunidades de tudo. Mas, completamente culpada é a justiça, a impunidade e falta de respeito pelo próximo, pela a vida do outro. 

 Segue uma matéria da revista Claudia que diz tudo que eu penso e como fica o emocional, físico e até mesmo a alma dessa jovem e de muitos outros. E Sabe? Não é apenas com jovens que a violência acontece, mas vou passar um vídeo no final que um amigo fez sobre idosos que foram desprezados, e como mostra a reação deles sendo presenciados e apreciados de uma forma que ninguém faz! "A humanidade é desumana, mas ainda podemos mudar o mundo."    



                                                (www.orosfm.com.br)


 Apesar de ser um problema mundial, a violência doméstica atinge 2 milhões de mulheres no Brasil a cada ano. Os dados são da pesquisa Instituto Avon / Ipsos - Percepções sobre a violência doméstica contra a mulher*, que também revela: apenas 63% delas denunciam a agressão. O medo da morte é a principal barreira para mulheres que relutam em entregar seus agressores. Segundo a socióloga Fátima Jordão, conselheira do Instituto Patrícia Galvão, que desenvolve projetos sobre direitos das mulheres, a agressão doméstica é crimee deve ser denunciado. 
 "As mulheres precisam ter a consciência de que o ciúme, por exemplo, não é paixão. É algo mais complexo. O homem acha que tem posse da mulher e isto é um equívoco. Nossa sociedade é machista; muitos homens acreditam que a mulher não tem direito à autoestima, nem pode se manifestar", frisa. Saiba em quais situações as mulheres podem - e devem - abrir a boca:

Tipos de violência cometidas contra mulheres:

 A violência doméstica tem sérias consequências para a saúde física e mental. Mulheres que sofrem abuso tornam-se mais aptas a sofrerem de depressão, ansiedade, sintomas psicossomáticos, problemas de alimentação e traumas sexuais. E na maioria das vezes, o agressor é o homem com o qual elas mantêm - ou mantiveram - um "relacionamento amoroso". 
Violência sexualé cometida por meio de atos ou tentativas de relação sexual sob coação ou força física. Atos sexualmente violentos podem ocorrer em diferentes circunstâncias, como: sexo forçado dentro do casamento ou namoro, exigência de sexo como pagamento de favores, abuso sexual de pessoas mental ou fisicamente incapazes, negação do direito de usar anticoncepcionais ou de adotar outras medidas de proteção contra doenças sexualmente transmitidas e aborto forçado.
Violência físicaocorre quando  o parceiro agride a mulher por meio do uso da força física ou de algum tipo de arma que pode provocar ou não lesões. Esta violência pode se manifestar de várias formas, como: tapas, empurrões, socos, mordidas, chutes, queimaduras, cortes, estrangulamento ou lesões por armas ou objetos. Um homem obrigar a mulher a tomar medicamentos inadequados, como álcool e drogas, tirá-la de casa à força e abandoná-la em lugares desconhecidos também está praticando um crime de violência doméstica. É importante lembrar que o castigo repetido, mesmo o não severo, também é considerado violência física.
Violência psicológicaé tão prejudicial quanto a física e se caracteriza por toda ação ou omissão que causa dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. Inclui insultos constantes (xingamentos), humilhação, desvalorização, chantagem, isolamento, privação da liberdade (impedir, por exemplo, a mulher de trabalhar, estudar, cuidar da aparência, gerenciar o próprio dinheiro, sair com as amigas etc) e criticas pelo desempenho sexual.

Qual a razão da violência doméstica?

 Muitas situações de violência contra mulheres acontecem simplesmente porque alguns homens acreditam que são "melhores" que suas companheiras. Pensam que têm mais poder e levam as esposas a aceitarem isso. Assim, quando não são obedecidos, pensam estar no direito de fazer qualquer coisa - agredir, xingar, desvalorizar e, até mesmo, matar - para fazer valer sua vontade ou aquilo que acreditam que é certo.

O que fazer em caso de violência doméstica?

O primeiro passo é ligar para o número 180 e entrar em contato com a central telefônica para atendimento às vítimas, criada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Colocado à disposição das brasileiras, é um canal para as mulheres denunciarem seus agressões, com serviço gratuito, que funciona 24 horas por dias (inclusive fins de semana) e orienta as mulheres a buscarem o apoio necessário e explicando os passos que devem ser tomados para resolver o problema.
Salve a sua vida!!
                 www.universodamulher.com.br
  Você pode, também, recorrer ao Disque Direitos Humanos, o Disque 100. A central funciona 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, inclusive feriados. Basta ligar, de qualquer cidade, para o número 100, para denunciar violações aos direitos de crianças, adolescentes, idosos, portadores de deficiências físicas e de grupos em situação de vulnerabilidade, ou ainda para obter informações. A pessoa não precisa se identificar.

Você conhece a lei Maria da Penha?

 A lei contra violência doméstica ganhou o nome da biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, agredida várias vezes pelo marido, que ficou paraplégica após levar um tiro dele enquanto dormia, em 29 de maio de 1983. Este triste caso tramitou lentamente na justiça e teve uma enorme repercussão negativa na imprensa mundial. Em 2001, o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), devido à negligência com que tratava a violência contra a mulher. 
 Em 2006, a lei Maria da Penha foi criada a fim de punir as agressões de forma mais severa - até então a violência doméstica era considera crime de menor poder ofensivo, punido apenas com multa ou cesta básicas. Agora, a pena é de 1 a 3 anos de prisão e o juiz pode obrigar o agressor a participar de programas de reeducação ou recuperação.


Quando acontece esses problemas com as mulheres o que mais sangra é na alma, por isso, que procure ajuda psicológica, não sinta culpada achando que o agressor pode te ameaçar o quanto quiser, e te manipular porque você tem forças dentro da sua alma para se proteger e sair dessa solução. No momento as mulheres são frágeis. Mas toda dor é um sintoma de que algo dentro de nós não está certo se uma relação é agressiva saia dela, enquanto antes. A história da Maria da Penha é triste, ela esperou ser baleada para conseguir fugir! Mas fez uma mudança radical e linda na sua história de vida.

Uma vez agressor SEMPRE agressor! Fiquem em paz e procure ajuda! Caso precise conversar, eu sou psicóloga e dou suporte a quem precisar emocionalmente! Fiquem todos bem. Nós todos merecemos o melhor que Deus tem pra nós nossa autoestima e felicidade.


Até breve! ;) 

3 Comentários

  1. Oiiii Helen, tudo bem?
    Muito importante abordar esse tipo de tema nos nossos blogs, então parabéns.
    Acho que houve um booom de abordagens sobre a violência contra a mulher e fico feliz que até mesmo as mídias estejam abrindo mais espaço para esses tipos de casos. Aqui na minha cidade, por exemplo, nos últimos dias houve um programa muito especial abordando esses assuntos. Acho tudo isso de extrema necessidade. Afinal muitas pessoas não percebem que estão em um relacionamento abusivo e muitas que percebem, não sabem o que fazer. É muito triste isso. Por isso, precisamos falar sobre.
    Um beijão
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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  2. Obrigada Gis por esse comentário tão pertinente e interessante que você sempre vem aqui para deixar, e obrigada sempre pelo carinho! Espero receber seu livro de novo Beijooos

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  3. Obrigada Gis por esse comentário tão pertinente e interessante que você sempre vem aqui para deixar, e obrigada sempre pelo carinho! Espero receber seu livro de novo Beijooos

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