No dia 2 de abril, se "comemora" a conscientização das pessoas com autismo, talvez comemorar não fosse bem, uma palavra certa, mas é através desse dia que podemos saber que existem pessoas "diferentes" que vivem um mundo com outros olhos. Saber que podemos ajudar a contribuir para vida dessas pessoas é sim motivo de "comemoração". Porque ser diferente não é ruim, mas o esteriótipo que vejo, isso sim é de fato ruim. 

 Mas, vamos lá. O que é autismo?  é considerado um distúrbio do comportamento e caracterizado por déficits na interação e comunicação social, restrita por uma variedade de interesses e por padrões de comportamentos repetitivos, estereotipados e maneirismos, ou melhor uma alteração provocada por diversos fatores tanto sendo biológicos, ou genéticos, que reflete nos comportamentos de socialização ,interação e comunicação com outras pessoas. Essa dificuldade em interagir socialmente, os autistas demonstram através algumas coisas, por exemplo, colecionar cordões, lenços, pedras, bonecos. e além disso os comportamentos são repetitivos, como fazer o mesmo movimento várias vezes, na faculdade minha professora falava que um autista pegava um boneco e segurava como se fosse "um baby" e balançava para frente, e para trás,  por horas. Ou utilizava um lenço como forma de uma continuação do seu ser.
                                             

Quero mostrar aqui como uma gata conseguiu ajudar uma menina autista a melhorar seus comportamentos. Vocês sabem, que eu amo animais, principalmente quando se fala de gatos. Eles são incríveis, existem pessoas que falam mal por serem falsos, mas eles são sinceros e vemos com olhos de julgamento. Eu sinceramente amo todos! Eu perdi recentemente uma gatinha, e doei outros dois. Ficando com três. Porque nem sempre dá para ter tudo. Mas, jamais tire nada de um autista, hoje, vejo que é melhor você ter um, ou dois animais bem cuidados..que muitos e com pouca atenção. Sei que meus animais doados estão bem, mas voltando ao assunto central, vou contar a história de Iris.



Iris Grace começou a pintar em 2013, incentivada por seus pais, Arabella e Peter-Jon Halmshaw, que inventaram sessões de arte para estimular a concentração e a fala, tentando seguir o currículo nacional de educação no Reino Unido. A ideia era proporcionar uma atividade que distraísse a filha e a ajudasse a tentar se comunicar, uma das ferramentas da chamada arteterapia. ( utilizada como uma ferramenta por muitos profissionais para ajudar pessoas com distúrbios e transtornos comportamentais e mentais). O que aconteceu pouco depois foi surpreendente. Pinturas extraordinárias para uma criança (e até um adulto comum) tomaram forma. Era o olhar da menina autista para os habitantes de seu mundo encantado, repleto de natureza e música clássica - Iris se acalma ouvindo música, ( a música também é uma estratégia muito interessante para ser usada, como já falei aqui no blog sobre Musicoterapia),  desde quando era um bebê, conhece todos os instrumentos de uma orquestra e adora o violino, em especial (ela já tem um).



Em fevereiro de 2014, um novo personagem passou a fazer parte da vida de Iris - e a mudá-la para sempre, aliviando seu isolamento. Thula, com pouco mais de 2 anos de idade, é uma gatinha da raça maine coon, (amo essa raça)!!! conhecida como inteligente, gentil e... bem, gigante! A raça chega a ficar com 1 metro de comprimento, até o fim do rabo. "Thula baixou a ansiedade de Iris e a mantém calma. Ao mesmo tempo, a encoraja a ser mais sociável", contou Arabella, uma fotógrafa que criou um site na internet para divulgar a história da filha. Depois da chegada da gatinha, a menina passou a pronunciar pequenas frases como: "Sente-se, gata!". Havia meses que a família procurava por um animal terapêutico. Tentou, em vão, cavalos, cachorros (Iris odiava ser lambida e a hiperatividade do cão a deixava muito nervosa) e até mesmo gatos, mas percebeu que ainda não tinha encontrado o companheiro certo até a pequena conhecer Thula.

A história de Iris tem sensibilizado muitas pessoas ao redor do mundo para a questão do autismo - e do quanto tratamentos adequados podem trazer evoluções e alegria para quem sofre da doença e para seus cuidadores. Algumas personalidades, como o ator americano Ashton Kutcher, 37, têm ajudado a divulgar o trabalho da pequena pintora. Em 23 de setembro de 2014, ele compartilhou uma foto de um quadro da inglesinha em seu perfil no Instagram, escrevendo na legenda "eu quero um desses". A mãe, Arabella, comentou, na época: "Estou certa de que esse post teve um enorme impacto para aumentar o conhecimento das pessoas. E, ao me deixar guiar pelos interesses de Iris, tenho sido capaz de envolvê-la em muitas coisas. Iniciamos também nosso próprio clube de atividades todos os sábados pela manhã, para apoiar crianças com autismo".



(imagem tiradas do site cat club, gazeta, e pesquisa e registro feito pelo site planetasustentavel e melinasouza.com)



Beijos e até em breve pessoal, ajudem compartilhando essa mensagem de ajuda a crianças, pais, e família e profissional, que é possível uma mudança através dos animais e ferramentas mais acessíveis que somente terapia. 




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